sábado, 29 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Deolinda @ Centro Cultural de Ílhavo
22 músicas e quase duas horas de concerto, foi o suficiente para ver o quanto de boa saúde se encontram os Deolinda.
Sala cheia para acolher Dois Selos e um Carimbo, álbum que marca o regresso deste quarteto lisboeta.
Ílhavo foi o ponto de partida para a nova tourné, que para além de percorrer o país de lés-a-lés, vai também além fronteiras.
Com uma Ana bem disposta e sorridente, os Deolinda deram um espectáculo bem ao jeito deles. Sempre com as habituais explicações de alguns temas e com aquela energia que lhes é tão característica.
O alinhamento contou com temas do novo álbum e alguns do primeiro, Canção ao Lado.
Fado Toninho foi a música do primeiro álbum que fez o público “acordar”. Foram palmas bem ritmadas e o refrão cantarolado.
Para o tema Entre Alvalade e as portas de Benfica, Ana recebe uma cadeira de uma das laterais do palco, cadeira essa que simboliza o autocarro onde esta história acontece.
Mal por Mal foi o mote para a apresentação da banda. E diga-se de passagem, pois nunca é demais referir, que estamos perante dois guitarristas e um contrabaixista de excelência, já para não falar na doçura e amplitude vocal da Ana Bacalhau.
Fon Fon Fon foi apresentada com uma nova roupagem, acontecimento que não incomodou nada os presentes que cantaram do início ao fim da música.
Mastro, canção que tão bem caracteriza o povo português, sedento de “Recordes do Guiness” e que gosta das coisas em grande, mas quando algo corre mal, há que “empurrar” as culpas para alguém, foi o tema que pôs fim ao concerto.
Claro que concerto sem encore não é concerto. E os Deolinda não fizeram um, mas dois encores.
O primeiro ficou a cargo de Uma Ilha, tema em que Ana Bacalhou o interpretou com uma capa de monge, em que uma luz projectava a sua sombra bem no fundo do palco. Seguiu-se o Movimento Perpétuo Associativo.
Muitas palmas e eis que voltam ao palco para deixar o fim do concerto nas mão de um Clandestino.
Mas o final coube a Um Contra o Outro, single do novo álbum.
Findo o concerto, ficaram ainda algumas pessoas para uns “autógrafos, fotografias e até troca de ideias”.
Alinhamento
Se uma Onda
Não Tenho Mais Razões
Contado Ninguém Acredita
Um Contra o Outro
Passou por Mim
Sem Noção
Patinho
Ignaras Vedetas
Fado Toninho
Canção da tal guitarra
Fado notário
Fado não é mau
Há dias que não são dias
Canção ao lado
Entre Alvalade e as portas de Benfica
Mal por mal
Quando janto em restaurante
Fon fon fon
Mastro
Encore 1
Uma ilha
Movimento perpétuo associativo
Encore 2
Clandestino
Um contra o outro
Nota: A título pessoal, não poderia deixar de fazer referência ao quanto os Deolinda foram importantes para mim, pois foi graças a eles e à oportunidade que me deram de os fotografar em 25 de Janeiro de 2009 na Casa da Música, que hoje percorri todo este caminho. Ainda muito há para andar, mas sem dúvida que vocês foram os grandes impulsionadores do meu trabalho. Por tudo isto e por toda a boa música que fazem, o meu MUITO OBRIGADO, do fundo do coração.
Texto e fotos: Daniel Mendonça
Agradecimentos: Centro Cultural de Ílhavo
domingo, 2 de maio de 2010
Rita Redshoes @ CAO








Embora a noite estivesse um pouco fria, o calor dentro da sala era bem notório, e uma casa cheia esperava pela “menina dos sapatos vermelhos”.
Rita tinha em palco os seus habituais “R’s” recheados de luzes de camarim com várias cores e que se ligavam e desligavam consoante as suas melodias.
Trazia também consigo uma banda que executava na perfeição a pop melódica característica de Rita Redshoes e que nos remete para os universos de Fiona Apple, Cat Power ou ainda de David Fonseca.
O concerto em Ovar marcou o regresso de Rita aos palcos depois de um interregno para preparar o novo álbum. Regresso esse que foi, segundo ela, a melhor maneira de voltar, tendo em conta ser este tipo de casas que ela mais gosta de tocar.
O início do concerto ficou a cargo de Jungle 81, e logo de seguida Hearted Man e The Biginning Song. Após estas três músicas Rita fala um pouco da próxima música, Bad Lila, a menina “marota” que dormia com o namorado da amiga e que só fazia disparates. Seguidamente viajamos até ao Havai com Yellow Bird.
Rita estava bastante interactiva com o público. Enquanto troca de guitarra e bebe um pouco de água exclama: “Está muito calor cá em cima!”, e foi gradualmente estimulando o público a dois dedos de conversa. “Vocês estão muito caladinhos”, “Ninguém se mete comigo, ninguém me pergunta nada”.
Em falta de resposta do público, Rita decide olhar em frente e avista três raparigas que, segundo ela, são seguidoras fiéis do seu trabalho e aproveita para contar algumas peripécias.
Nesta noite de pop foram tocadas algumas das músicas do novo álbum, incluído o novo single, Captain.
Já no final do concerto, Rita convida o público a dançar um pouco e nesse mesmo instante três raparigas levantam-se de imediato. O resto dos presentes não aderiu à dança, mas palmas não faltaram.
Supremes marcou o fim do concerto, mas como é habitual não poderia deixar de haver o tradicional “encore”.
Rising Sun foi o tema escolhido, e antes de o tocar, Rita fez questão de explicar o quanto aquele tema era importante para ela. Foi um tema que foi gravado em apenas um Take.
O concerto termina com Road to Hapiness e Hey Tom.
Rita agradece com um “Obrigado e até à próxima” e o público aplaudiu-a de pé.
Alinhamento
Jungle 81
Hearted Man
The Biginning Song
Bad Lila
Yellow Bird
Honey Moon
Witch
Captain
You Should Go
Dream on Girl
One Cold Day
Choose Love
Marching
Supremes
Encore
Rising Sun
Road to Hapiness
Hey Tom
Texto e foto: Daniel Mendonça
Agradecimentos: Centro de Arte de Ovar